tempo presente

exposição gratuita
até 17.12
Terça a sábado, 10h às 19h
Domingos e feriados, 10h às 17h

*Última entrada até 30 minutos antes do encerramento

Interagir, partilhar, incluir, abrir-se sensorialmente ao espaço e aos outros. Desse encontro pode nascer uma poética, e esta é a experiência que está no cerne da mostra “Tempo Presente”. São oito artistas e sete obras integradas em um percurso sensorial e participativo por todo o Espaço Cultural.

O nome da mostra, com curadoria de Amanda Dafoe e Rodrigo Villela, foi inspirado no poema “Mãos Dadas”, de Carlos Drummond de Andrade, como mote para a atitude de se voltar para a realidade atual com a sincera disposição de criar pontes. Pontes de empatia, qualidade essencial às artes de qualquer época, para relacionar e compor elementos diversos por meio da experiência e da subjetividade.

“O presente é tão grande, não nos afastemos / Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”
Carlos Drummond de Andrade



TOMIE OHTAKE

Sem título
Tubo de aço pintado com epóxi, 2000

Desenhados no ar, arcos de aço se apresentam como um portal instável que instiga o movimento e pede pela participação do visitante.



GISELA MOTTA e LEANDRO LIMA

Espera
Videoinstalação, 2013

Sombras projetadas de um casal que nunca se encontra convivem com os visitantes nos bancos do espaço expositivo.



LAURA VINCI

Morro mundo _ fragmento
Instalação, 2013-17

A rampa de vidro do Espaço Cultural se enche de névoa, que aos poucos se dissipa, para então se encher novamente. Para os que atravessam, o acesso ao mezanino, aberto visualmente para o entorno, se transforma atmosférico. Para os passam na rua, é como se o prédio respirasse.


OPAVIVARÁ!

Rede social
Redes, chocalhos de tampas de garrafa pet, cordas e pessoas, 2017

Uma generosa e coletiva rede de descanso convida o visitante a embarcar e conviver para além da virtualidade digital. Ao balançar, o som dos chocalhos remete ao barulho das águas criando um ambiente liquefeito.



NAZARENO

Sobre tesouros e outros domínios
Marcador permanente, papel, cobre, madeira e vidro, 2017

Ao se aproximar dos desenhos desses trabalhos, o visitante se percebe refletido na superfície metálica, numa evocação imediata do mito de Narciso, quando se vê aciden¬talmente refletido na água.



RAQUEL KOGAN

vol.ver
Instalação, 2017

Sapatos com solas que têm palavras em alto-relevo compõem um texto coletivo e imprevisto a cada passo dos visitantes sobre uma superfície de pó de mármore branco.


LAURA BELÉM

Jardim Secreto ou Passagem do Trópico
Instalação, 2013-2017

Ao atravessar uma densa selva de fitas de tecido, o visitante ouve uma narrativa sonora com trechos não sequenciais de “Tristes trópicos”, livro do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss sobre sua experiência no Brasil.

Fotos: ©Fabio Furtado | Espaço Cultural Porto Seguro




COMO CHEGAR:
  • Porto Seguro
  • Gemma Restaurante
  • Teatro Porto Seguro