Espaço Cultural Porto Seguro

ver o invisível: práticas de sensibilização do olhar para fotografia

curso
encerrado

A fotógrafa Nubia Abe conduz um workshop sobre as práticas fotográficas e os rumos possíveis em tempos de “selfie” e “smartphone”. O objetivo é discutir a invisibilidade de alguns grupos e a importância e necessidade de se criarem espaços imagético-identitários.

Quais os registros importantes de serem produzidos atualmente? O que queremos comunicar ao mundo? Como produzir imagens de maneira responsável e sensível às questões do nosso tempo?

Para além de uma crítica preciosista aos “bons velhos tempos da fotografia”, o curso propõe uma reflexão sobre a produção imagética atual para orientar os rumos e caminhos possíveis à fotografia em tempos de “selfie” e “smartphone”. Mais do que clicar, é preciso entender como, por que e o que clicamos. Durante a conversa, algumas referências e trabalhos feitos pela artista Nubia Abe serão apresentados. O curso é um convite a ver o mundo por diferentes perspectivas com os equipamentos que estão ao alcance das mãos, seja uma câmera de celular, um equipamento profissional ou o olho nu, e silenciar, de um modo a ativar a intuição com exercícios de escuta, cuidado e atenção, para imprimir em nossos registros o lugar do afeto.

Nu Abe é fotógrafa. Busca na fotografia uma forma de conexão com o mundo ao seu redor. Mediada pelas imagens, consegue estabelecer encontros preciosos. Acredita na fotografia como ferramenta potente de reflexões sociais e ambientais, evidenciando, por exemplo questões geracionais, raciais, de gênero, sexualidade, e registrando o cotidiano de existências dissidentes, marginalizadas e, portanto, invisíveis, apagadas das representações mais correntes.

Entre seus trabalhos, circulou por diversas capitais do país com a Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas, contribuiu com uma série de imagens para o filme Bixa Travesty, ganhador do Teddy Awards no Festival de Berlim, dentre outros prêmios internacionais e nacionais, desenvolve pelo terceiro ano projeto documental sobre mulheres idosas através do Programa Vai, conquistou o 1º lugar no Salão de Artes de Atibaia, e produziu as fotos para o encarte de Pajubá, de Linn da Quebrada.


Encontro 1: Apresentação e conversa sobre olhar e escuta. Atividades de silenciamento para sensibilização do olhar, percepção do sutil.

Encontro 2: Símbolos, produção de sentidos. Exercícios de criação de associações simbólicas que fazemos diariamente, e as possibilidades de ressignificação, potencialização e questionamento dessas associações.

Encontro 3: O corpo e a fotografia. Relações entre o corpo que fotografa, e o que é fotografado. Nossos corpos se alteram ao nos colocarmos atrás de uma câmera? Como é essa mudança postural sendo fotógrafo ou fotografado? Exercícios de registro de si e do outro.

Encontro 4: Análise das imagens produzidas. Ser sensível, ser político. Os parâmetros de análise serão abordados de acordo com aspectos técnicos e subjetivos de percepção. A cada imagem, discute-se as possíveis produções de significado. Quando despertamos um olhar consciente, o ato fotográfico passa a ser orgânico. Essa abertura potencializa também o empoderamento político, capaz não só de perceber a realidade, como transformá-la.
4 encontros
Terça a sexta, de 4 a 7 de dezembro
Das 14h às 17h
COMO CHEGAR:
  • Porto Seguro
  • Gemma Restaurante
  • Teatro Porto Seguro
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